quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Era uma vez… com Inês Gomes

1Era uma vez...
Uma menina que se chama Inês Gomes, vive em Almada e começou a praticar Ginástica Acrobática aos 4 anos. Aos 9 começou a praticar Rítmica que, após 3 anos já estava na seleção nacional, onde se tornou uma das melhores ginastas que Portugal já teve.

Treinava cerca de 5 horas por dia, e em estágios cerca de 6 a 8 horas diárias.
Era muito persistente e teimosa, o seu aparelho preferido era o Arco e a ginasta preferida era Marina Shpekt.







Após muitas conquistas, deixou a modalidade em 2009 após Campeonato do Mundo em Mie (JPN). Hoje em dia, com 24 anos, Inês Gomes frequenta o curso de Medicina e é juiz de Ginástica Rítmica.

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- Qual foi o teu maior sonho/objetivo enquanto ginasta? Conseguiste realizá-lo?
Confesso que fui sonhando passo a passo, os objectivos foram-se adaptando ao que fui conseguindo. Lembro-me de ter 9 anos, foi quando conheci a ginástica rítmica pela televisão, e pensei que um dia também gostava de estar entre aquelas quatro linhas. Não tardou. Três anos mais tarde estava pela primeira vez a representar o meu país. Os meus objetivos, esses foram-se tornando cada vez mais ambiciosos, tendo chegado ao mais alto patamar da competição, Campeonatos da Europa e do Mundo, onde consegui sempre realizar os objetivos aos quais me propus.

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clip_image010- O que a Ginástica contribuiu para a tua vida e para pessoa que és hoje em dia?
A ginástica foi uma estaca para a minha construção pessoal: deu-me valores como disciplina, espírito de sacrifício, espírito de equipa, os quais considero de maior utilidade para quem eu sou hoje em dia. Para além dos valores, fez-me cruzar com pessoas fantásticas que jamais sairão da minha vida e as quais tornaram, e continuam a tornar, a minha vida mais brilhante.

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- Qual o momento que jamais irás esquecer na ginástica? Porquê?
clip_image014Há 4 momentos inesquecíveis. Primeiro, o meu primeiro Campeonato da Europa de Conjuntos. A felicidade de terminar um esquema, para o qual tínhamos trabalhado horas a fio, na perfeição, fez-nos soltar lágrimas de tanto orgulho e concretização. Segundo, Campeonato de Europa em Kiev, o meu primeiro Campeonato da Europa como individual. Quanta satisfação transbordou quando acabei o meu esquema de bola. Outro momento para a vida: Taça do Mundo de Portimão 2008, final de exercício de maças. Aquele último suspirar, centenas de pessoas a aplaudir, dificilmente explicável por palavras. Por último, e bem recente, a partilha com as minhas treinadoras e minhas colegas, e mais que colegas, amigas, da vitória no Campeonato Nacional de Conjuntos 2013. Guardarei para sempre os sorrisos de alegria de todas.


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- Uma pessoa na qual não terias conseguido chegar aonde chegaste sem ela?
Helena Dias. A minha treinadora de sempre. Acreditou em mim, e onde poderia chegar. Acompanhou-me durante todo o meu percurso gímnico, para além de ter sido preponderante no meu crescimento como pessoa. Sem dúvida que sem ela tudo o que alcancei teria sido impossível, devo-lhe muito.

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- Um esquema que marcou a tua vida?
Este tem algumas falhas, mas foi daqueles que mais me emocionou.


- Hoje em dia qual é a tua ligação com a modalidade? Pretende futuramente ser treinadora?
Atualmente estou mais desligada da Ginástica visto ter ingressado no curso de medicina, o qual estou a finalizar, tornando-se difícil conciliar ambas as coisas. Ser treinadora, confesso que nunca esteve nos meus planos a longo prazo, no entanto gosto bastante de ajuizar e é uma boa forma de me ir pondo a par do mundo da Rítmica.
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- Voltaste a competir em conjunto com outras ex ginastas em 2013. Como foi voltar ao praticável após alguns anos?
clip_image022Foi excelente! Superou as minhas expetativas! Depois de 4 anos fora da competição, voltar a partilhar o praticável com cinco das pessoas que mais admiro e voltar a trabalhar em equipa foi sem dúvida um reviver de bonitas emoções. Foi diferente sendo tão igual. Diferente, visto que entretanto pisando o lado fora do praticável tenho agora outra perspectiva. No entanto, tão igual na medida em que ao se entrar no praticável ele torna-se nosso uma vez mais.

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- Um conselho a jovens ginastas que estão a iniciar este desporto?
Disfrutem do momento em que pisam o vosso palco, o praticável. O mais importante é focarmo-nos em darmos sempre o melhor de nós, o resto vem por acréscimo.
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Obrigada por partilhar um pouco da tua história :)
Janeiro de 2014

APRmovies - Larissa Laurindo

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